Estado mínimo? Sem universidade gratuita, milhões de norte-americanos estão endividados

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Estado mínimo? Sem universidade gratuita, milhões de norte-americanos estão endividados

Estado mínimo? Sem universidade gratuita, milhões de norte-americanos estão endividados

Quem diz que o Estado mínimo funciona, e aponta os Estados Unidos como exemplo, está muito enganado (ou mentindo).

Basta olhar para a dívida estudantil dos norte-americanos – a segunda principal causa de endividamento no país, atrás apenas das hipotecas (refinanciamento do próprio imóvel quando precisa de dinheiro).

Lá, é preciso pagar para estudar até mesmo nas universidades públicas (com raras exceções). Já no Brasil, não há mensalidades ou anuidades nas instituições de ensino superior públicas!

Em média, a dívida de cada universitário norte-americano está em US$ 34 mil (R$ 173,3 mil). Porém, 3,2 milhões de estudantes devem pelo menos US$ 100 mil (R$ 509,9 mil) – cotações de 15 de julho de 2021.

Mais de 20% dos norte-americanos com mais de 50 anos possuem dívidas estudantis que não conseguem pagar depois de décadas.

 

Estado mínimo aprofunda as desigualdades

O endividamento estudantil contribui para aprofundar a desigualdade social dos Estados Unidos, sobretudo no sistema educacional.

Harvard e Yale, consideradas algumas das melhores universidades do país, são frequentadas por pessoas com alto poder aquisitivo, e possuem baixo índice de endividamento.

Já muitas instituições mais focadas no lucro atraem alunos pobres e negros. Elas prometem financiamentos que, posteriormente, se tornam impossíveis de serem quitados e, por isso, são recordistas em alunos endividados.

No Brasil, as políticas públicas de democratização do acesso ao ensino superior, a partir dos anos 2000, elevaram o índice de alunos pobres e negros nas universidades públicas! Depois, nos governos Temer e Bolsonaro, o índice caiu…

Ainda assim, esses estudantes têm mais oportunidades de uma vida melhor em nosso país justamente porque não vigora a ideia de “Estado mínimo”.

“Ah, mas eles ainda possuem uma realidade melhor nos Estados Unidos do que aqui”. Mas por ser o país mais rico do mundo, os Estados Unidos deveriam ser também o de melhor qualidade de vida, só que:

  • Ocupam apenas a 17ª posição no IDH.
  • 27 países possuem maior expectativa de vida do que eles.
  • Lá, a pobreza afeta 10,5% da população (e 17,5% na pobreza relativa – em relação à média de renda nacional),
  • Têm a 5ª maior mortalidade infantil entre 37 países da OCDE, e a quarta maior desigualdade de renda.
  • Na educação, é o sétimo pior em matemática na prova Pisa, entre os países da OCDE.

Mas é o que mais cria guerras mundo afora (parte importante da política econômica deles)…

E antes que defensores do Estado mínimo continuem usando os Estados Unidos como exemplo, é importante que saibam que, embora tenham menos estatais federais, eles possuem 35 mil estatais nos estados e municípios, chamadas de public authorities. Isso está bem longe de ser considerado “mínimo”.

Se a Reforma Administrativa (PEC 32/2020) for aprovada para acabar com os serviços públicos, em vez de nos equiparar em desenvolvimento, seguiremos o caminho do endividamento estudantil norte-americano.

Barrar essa PEC é proteger nossos direitos e nosso futuro!

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